Starbucks @Portugal

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Abriu a primeira loja da Starbucks em Portugal. Mais concretamente no Centro Comercial Alegro.

Tenho de o admitir. Sou um viciado em marcas. Gosto de ver como comunicam. Gosto de ir aos seus espaço e senti-las.

Obviamente com o Starbucks não foi diferente. Infelizmente fui lá no dia da inauguração (honestamente não sabia).

Infelizmente porque, como em qualquer inauguração em Portugal, havia uma fila enorme para se entrar. Contornei alegremente a fila e fui beber a boa e velha bica. Mais volta menos volta na Fnac e já a 10 minutos do centro fechar passei novamente à porta. Fila reduzida em 90%. Eis a minha oportunidade.

O Espaço

1ª desilusão da experiência. O espaço parece-me pequeno. 3 ou 4 mesas redondas, daquelas em que cabem 3 pessoas à vontade mas 4 já é complicado. 3 sofás se não estou em erro para grupos um pouco maiores (6 a 8 pessoas diria eu). É certo que tentam compensar com a esplanada no meio do corredor do Centro Comercial, porem, e para mim, isso desvirtua completamente o conceito inerente à Starbucks. Perde-se o conforto e aquela sensação “cozy” de um café onde apetece estar algumas horas à conversa com amigos, a ler ou a navegar na internet.

O facto da localização ser num centro comercial também me provoca algum formigueiro. A única vez que vi uma loja da marca foi em Genebra esta estava localizada na rua. Um grande espaço com grandes janelas em que se respira uma espécie de conforto cosmopolita. Era algo do género que esperava para a primeira loja Starbucks em Portugal

Atendimento

Nunca tinha ido a um Starbucks. Nunca tinha consumido qualquer produto da marca. E vi-me grego quando chegou a minha vez de pedir. O único menu da loja estava atrás do balcão. Um cartaz enorme com todas as variedades disponíveis e com os seus respectivos 234532656 ingredientes. Ora como eu até me considero um gajo algo esquisito com o meu café quis ler o que é que cada produto continha. Não consegui.

– “Boa noite! O que é que vai querer?”

– “Er … ora … pffff … er … er…”

Inserir momento constrangedor

-“Pff … pode ser …. errr … um … Mocca Frappuccino”

-“Muito bem. Um Frappuccino Mocca! E o seu nome, qual é?”

O meu nome? Mas que raio …

Lá acedi enquanto via o empregado a escrever o meu nome no copo transparente.

-“Aguarde ali perto do balcão. Quando a sua bebida estiver pronta o meu colega chama-o”

Chama-me? Mas … ok, ok!

-“São 3,45€!”

Inserir balão de pensamento: “3,45€?!?! Fodasse! Por um café ou uma mistela parecida com isso? Irra!”

2 minutos depois (se tanto) lá ouvi um voz por detrás do balcão: -“Daniel .. Frappuccino Mocca!”

Imediatamente e como que por instinto todo maralhal de pessoas à minha frente partiu o pescoço na minha direcção. Apesar de ser uma experiência interessante, ter um empregado a chamar o meu nome, não deixa de ser constrangedor ter meia loja a olhar para o gajo que pediu um Frappuccino Mocca. Mas os cafés serão servidos e a vergonha passará!

O Produto

Delicioso! O já referido Frappuccino de Mocca caiu que nem gingas! Atenção: aquilo não é um café! É uma sobremesa. “Bebi” o copo mais pequeno, fiquei mais que satisfeito. parecia que tinha acabado de “comer/beber” um belo Haagen Dazs. Mas a verdade é que não era. E nesse aspecto senti-me defraudado. O produto é bom , mas para 3.45€? Não me pareceu.

Resumindo e Concluindo

Apesar de se calhar pelo texto não parecer não desisti do Starbucks. Quero lá ir quando o hype passar. Quero levar amigos e estar algum tempo dentro da loja. Quero experimentar mais produtos.

Para já ainda não conquistaram um novo cliente. Mas podem vir a conquistar.

Outro ponto que não falei mas que me fez muita confusão foi a presença online da Starbucks Portugal (ossos do ofício). Em folhetos na loja anunciam www.pt.starbucks.com que quando se tenta aceder dá num belo Page Load Error. Uma vez mais deixo um conselho mas acima de tudo um apelo às marcas. Não comuniquem um site que não existe. É uma quebra de confiança brutal. Especialmente para a Starbucks tendo em conta o seu target.

Estrategicamente falando espero que as próximas “aberturas” sejam lojas de rua. Chiado, Baixa ou Expo são muito mais a cara da Starbucks do que qualquer espaço num Centro Comercial. E já agora … forneçam wi-fi!

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